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ERP Leia em 11 minutos

Como escolher o ERP ideal para sua loja virtual

Por Moisés Atualizado em

Escolher um ERP para e-commerce exige mais do que comparar mensalidades e listas de funcionalidades. O sistema precisa acompanhar a maneira como a empresa vende, controla o estoque, emite documentos fiscais e organiza os dados financeiros.

Uma ferramenta pode funcionar muito bem para um e-commerce com poucos produtos e um único canal, mas se tornar limitada quando a operação adiciona marketplaces, depósitos ou múltiplos CNPJs. Também pode acontecer o contrário: a empresa contrata uma solução complexa, cara e difícil de operar para atender processos relativamente simples.

A integração é outro ponto decisivo. O ERP precisa trocar informações com a loja virtual, os marketplaces e a plataforma que centraliza os pedidos. Caso contrário, a equipe continuará copiando dados, conferindo documentos e atualizando saldos manualmente.

Ao longo do artigo, vamos explicar como escolher ERP para loja virtual, quais recursos avaliar e quais as integrações disponíveis na Base.

O que é um ERP para loja virtual?

ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning, ou sistema de planejamento de recursos empresariais.

No e-commerce, esse tipo de software organiza processos administrativos e de back-office, como:

  • faturamento;
  • emissão de notas fiscais;
  • gestão financeira;
  • cadastro de produtos;
  • controle de estoque;
  • compras e fornecedores;
  • movimentações entre depósitos;
  • relatórios gerenciais.

Enquanto a loja virtual e os marketplaces recebem as vendas, o ERP registra os efeitos fiscais, financeiros e administrativos desses pedidos.

Quando há uma integração adequada, os dados da venda podem ser enviados automaticamente ao sistema de gestão. Depois do faturamento, as informações e os documentos gerados retornam para a operação, permitindo que o pedido continue para separação e expedição.

O que uma boa integração ERP deve fazer?

Antes de comparar fornecedores, a empresa precisa definir o que espera da integração.

Nem todos os conectores oferecem as mesmas funções. Um ERP pode ser excelente para a gestão financeira, mas apresentar limitações no envio de estoque ou no retorno de documentos para a plataforma de vendas.

Entre os recursos mais importantes estão:

Envio de pedidos e documentos

A integração deve encaminhar ao ERP os dados necessários para registrar e faturar a venda, como cliente, produtos, quantidades, descontos, frete e forma de pagamento.

Esse fluxo reduz a redigitação e ajuda a evitar diferenças entre o pedido recebido e o documento emitido.

Retorno do documento gerado

Depois da emissão, o ERP pode devolver à plataforma o número da nota, a chave de acesso, o status da autorização e o arquivo disponibilizado pelo conector.

Esse retorno facilita a associação do documento ao pedido, o envio ao marketplace e a impressão durante a embalagem.

Sincronização de estoque e preços

A integração também pode enviar à Base (hub de integração) as quantidades e os preços registrados no ERP. A plataforma, então, distribui essas informações aos canais conectados.

É importante verificar a direção e a frequência da atualização, pois algumas integrações sincronizam apenas estoque, enquanto outras também trabalham com preços.

Correspondência de produtos

Para que os dados circulem corretamente, o ERP precisa reconhecer os produtos vendidos em cada canal.

Essa correspondência geralmente utiliza identificadores como:

  • SKU;
  • EAN ou GTIN;
  • código interno;
  • ID da variação.

Quanto mais organizado estiver o cadastro, menor será o risco de movimentar o estoque ou faturar o produto errado.

Mapeamento de pagamento e entrega

Marketplaces, lojas e ERPs podem utilizar nomes diferentes para a mesma informação.

Uma integração adequada permite relacionar as formas de pagamento e os métodos de envio recebidos nos canais aos códigos reconhecidos pelo sistema de gestão.

Como escolher ERP para loja virtual: 6 critérios essenciais

A melhor escolha depende do fluxo operacional da empresa. Os critérios a seguir ajudam a comparar os sistemas de forma mais objetiva.

1. Documentos fiscais necessários

O ERP precisa emitir os documentos compatíveis com as atividades da empresa.

Para uma loja virtual brasileira, isso normalmente envolve a Nota Fiscal Eletrônica. Entretanto, a operação também pode precisar lidar com devoluções, cancelamentos, cartas de correção, notas complementares ou transferências entre depósitos.

Antes de contratar, verifique:

  • quais documentos o sistema emite;
  • como são tratados cancelamentos e devoluções;
  • se o ERP trabalha com diferentes séries;
  • se permite operar com mais de um CNPJ;
  • quais dados retornam pela integração;
  • como o fornecedor atualiza as regras fiscais.

A configuração de NCM, CFOP, CST, CSOSN e outros campos tributários deve ser validada com a contabilidade. O ERP processa essas informações, mas não substitui a orientação fiscal.

Também é importante analisar o conector, e não apenas o software isoladamente. Um ERP pode emitir determinado documento sem que a integração consiga enviá-lo ou recuperá-lo automaticamente.

2. Forma de gestão do estoque

A empresa precisa definir qual sistema será a fonte oficial do saldo.

Em muitas operações, o ERP controla o estoque e envia as quantidades para a Base, que atualiza os marketplaces e a loja virtual. Em outras estruturas, a gestão pode envolver um WMS, fulfillment ou depósitos separados.

Durante a avaliação, considere:

  • quantidade de depósitos;
  • reservas de pedidos;
  • estoque de segurança;
  • produtos com variação;
  • kits e produtos compostos;
  • devoluções;
  • transferências;
  • saldos separados por CNPJ ou canal.

Também confirme qual quantidade será sincronizada. O estoque físico nem sempre corresponde ao saldo que deve ser anunciado.

Se há dez unidades no depósito, mas duas estão reservadas e uma faz parte do estoque de segurança, o número enviado aos canais deve respeitar essa diferença.

3. Frequência e direção da sincronização

Saber que o ERP sincroniza estoque ou preço ainda não é suficiente. É necessário entender para onde os dados seguem e com que frequência são atualizados.

Pergunte ao fornecedor:

  • O estoque vai do ERP para a Base?
  • Existe sincronização no sentido contrário?
  • A atualização acontece em tempo real ou em intervalos?
  • Preços também podem ser enviados?
  • Há limites de requisições?
  • O sistema tenta reenviar atualizações com erro?
  • A equipe consegue consultar o histórico?

Uma operação que vende produtos de alta procura em vários marketplaces precisa de atualizações mais frequentes. Caso contrário, a última unidade pode ser vendida em um canal enquanto o anúncio continua ativo nos demais.

O mesmo cuidado vale para os preços. A empresa deve definir qual plataforma será responsável pela informação para evitar que diferentes sistemas sobrescrevam o mesmo valor.

4. Capacidade de automação

O ERP deve reduzir o trabalho por pedido, e não criar uma nova sequência de etapas manuais.

Avalie se a integração permite automatizar ações como:

  • envio do pedido ao ERP;
  • criação ou emissão do documento;
  • retorno da nota fiscal;
  • atualização do status;
  • baixa de estoque;
  • liberação para separação;
  • tratamento de cancelamentos.

Na Base, as ações automáticas podem organizar etapas conforme o status ou as características do pedido, desde que o conector escolhido ofereça suporte ao processo.

Uma demonstração comercial deve mostrar o fluxo completo. Peça ao fornecedor que processe um pedido desde a importação até o faturamento, em vez de apresentar apenas as telas e os módulos disponíveis.

Vale testar também situações menos lineares, como pedido cancelado, produto sem correspondência e falha de emissão fiscal. É nessas exceções que a qualidade do sistema aparece com mais clareza.

5. ERP em nuvem ou instalado localmente

O modelo de hospedagem influencia a implantação e a manutenção da integração.

ERP em nuvem

O sistema fica hospedado pelo fornecedor e costuma ser acessado pelo navegador. As atualizações e a infraestrutura são administradas pela empresa responsável pelo software.

A conexão com outras plataformas normalmente acontece por API, sem a necessidade de manter um computador local ligado.

ERP on-premise

O software é instalado em um servidor ou ambiente controlado pela própria empresa.

Esse modelo pode oferecer maior liberdade para personalizações, mas exige cuidados com infraestrutura, banco de dados, atualizações, segurança e disponibilidade.

A integração pode depender de um conector instalado em uma máquina ou servidor que precisa permanecer em funcionamento.

CritérioERP em nuvemERP on-premise
ImplantaçãoGeralmente mais rápidaPode exigir infraestrutura local
AtualizaçõesRealizadas pelo fornecedorDependem do contrato e da equipe
IntegraçãoNormalmente via APIPode exigir conector local
ManutençãoMenor demanda internaMaior responsabilidade da empresa
PersonalizaçãoSegue os limites da plataformaPode aceitar projetos específicos

A escolha deve considerar a capacidade técnica da empresa. Um ERP instalado localmente pode ser adequado a uma operação estruturada, mas gerar dificuldades em negócios sem equipe para manter o ambiente.

6. Escalabilidade para canais, CNPJs e depósitos

O ERP precisa atender a operação atual e também o crescimento esperado.

Uma loja que hoje vende apenas pelo site pode adicionar marketplaces. Um único estoque pode se transformar em dois centros de distribuição. A empresa também pode criar novas marcas ou passar a faturar por mais de um CNPJ.

Por isso, avalie se o sistema suporta:

  • múltiplos canais;
  • contas diferentes no mesmo marketplace;
  • mais de um CNPJ;
  • filiais;
  • vários depósitos;
  • tabelas de preços;
  • usuários com permissões distintas;
  • aumento do volume de pedidos.

Soluções como Bling, Omie, Olist ERP, anteriormente conhecido como Tiny, e produtos da TOTVS atendem perfis diferentes de empresas. A melhor opção será aquela compatível com a estrutura e com os processos específicos do negócio.

Esses nomes não devem ser tratados como um ranking universal. Uma loja em fase inicial pode encontrar boa aderência em um sistema mais simples, enquanto uma operação com várias unidades, regras próprias e alto volume pode precisar de uma arquitetura mais robusta.

Por que verificar as integrações da Base antes de escolher o ERP?

A escolha do sistema de gestão e da integração precisa acontecer de maneira conjunta.

A Base conecta lojas virtuais, marketplaces, ERPs e outros componentes da operação. Os pedidos podem ser centralizados em um único ambiente e encaminhados ao sistema de gestão conforme as regras definidas pela empresa.

Dependendo do ERP e do conector, a integração pode contemplar:

  • envio de pedidos;
  • transferência de documentos;
  • importação de produtos;
  • sincronização de estoque;
  • sincronização de preços;
  • retorno de documentos gerados.

As funções disponíveis variam entre os sistemas. Por isso, a consulta à página e à documentação de cada integração deve acontecer antes da assinatura do contrato.

Essa etapa evita descobrir, depois da implantação, que um recurso essencial não pode ser automatizado.

Confira as integrações ERP disponíveis na Base

FAQ 

Qual é o melhor ERP para loja virtual?

Não existe um único ERP indicado para todas as empresas. A escolha depende dos documentos fiscais, dos canais de venda, da estrutura do estoque e do nível de automação necessário.

O ERP precisa integrar com a Base?

A integração permite centralizar pedidos e reduzir a movimentação manual de dados. Antes da contratação, é importante confirmar quais recursos estão disponíveis para o sistema escolhido.

Bling, Omie, Tiny ou TOTVS: qual escolher?

Cada solução atende perfis e níveis de complexidade diferentes. A comparação deve considerar integração, estoque, documentos, CNPJs, automação, suporte e custo total.

O ERP deve controlar o estoque?

Ele pode ser a fonte oficial do saldo, mas essa responsabilidade precisa ser definida pela empresa. O importante é impedir que vários sistemas alterem a mesma informação sem uma hierarquia clara.

ERP em nuvem é melhor para e-commerce?

Sistemas em nuvem costumam facilitar a integração por API e reduzir a manutenção interna. Entretanto, soluções instaladas localmente podem atender empresas com infraestrutura própria e necessidades de personalização.

Como saber se a integração atualiza preços?

Consulte a documentação do conector específico. Algumas integrações sincronizam pedidos e estoque, mas não trabalham com atualização de preços.

O que testar antes de contratar um ERP?

Teste a importação do pedido, a emissão fiscal, o retorno do documento, a baixa do estoque, o cancelamento e a identificação de produtos com variações.

Quanto custa um ERP para loja virtual?

O custo pode incluir mensalidade, usuários, módulos, implantação, migração, suporte, API e conectores. A comparação deve considerar o investimento total, não apenas o valor do plano.