base.blogE-commerceComo criar um e-commerce do zero: confira o guia da Base! 

Como criar um e-commerce do zero: confira o guia da Base! 

Jéssica Benetão
Atuo como Analista de Produto na Base Brasil, onde contribuo diretamente para o desenvolvimento de soluções que descomplicam o dia a dia de sellers que vendem em múltiplos canais. Minha atuação envolve...
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Criar um e-commerce do zero já foi considerado um salto no escuro, mas hoje, com tanta informação disponível, o desafio mudou. O que falta não é conteúdo, mas organização do caminho. Afinal, é fácil se perder entre escolhas de plataforma, estratégias de marketing e fluxos operacionais antes mesmo de subir o primeiro produto.

Por isso este guia existe! O objetivo não é apenas mostrar como abrir uma loja virtual, mas explicar o que sustenta um e-commerce saudável, como reduzir erros antes que eles aconteçam e como evoluir a operação até chegar ao ponto em que automação e integração deixam de ser opcionais e passam a ser parte da rotina. 

No final, você verá onde a Base entra nessa história e por que integrar canais e centralizar processos se torna um passo natural para quem quer escala.

Vamos juntos?

Por que investir em e-commerce?

O e-commerce possui amplo alcance, tem custo operacional menor, e é possível manter a comunicação com os clientes o dia inteiro. As compras podem ser feitas a qualquer momento pelas pessoas, e todo o processamento dos pedidos acontece automaticamente, o que proporciona mais segurança e credibilidade a elas.

Além disso, é interessante sabermos que os e-commerces voltados ao comércio eletrônico no Brasil podem ultrapassar os 100 milhões de compradores até 2026 e para 2028, o faturamento pode chegar aos R$277 bilhões. Os demais países não ficam atrás e marcam presença na lista dos que mais venderam estes produtos em 2024 – confira:

  • China: US1.255,14 bilhões;
  • Estados Unidos: US$ 1.065,68 bilhões;
  • Japão: US$ 151,03 bilhões:
  • Reino Unido: US$118,26 bilhões;
  • Alemanha: US$89.71 bilhões.

Os Estados Unidos e a China são os que mais venderam eletrônicos em 2023, e somaram mais de US$2,32 trilhões ao todo. Os números elevados podem se dar devido à qualidade dos produtos, como durabilidade, praticidade no manuseio, popularização das marcas por uso de influenciadores e busca por tecnologia de ponta para incluir no dia a dia.

Diferença entre e-commerce, marketplace e loja física

Primeiro de tudo, é importante entender que e-commerce, marketplace e loja física não são apenas canais diferentes, são modelos comerciais com lógicas próprias de aquisição, margem, operação e relacionamento. Quem entende esses fundamentos evita decisões caras, escolhe onde investir energia em cada etapa do crescimento e cria uma estratégia que se sustenta no médio e longo prazo.

O e-commerce próprio é o ambiente em que a marca existe de forma plena. Ele concentra identidade, narrativa, precificação, regras de entrega, usabilidade e relacionamento com o cliente. Nada aqui depende de algoritmos externos nem de políticas que mudam de um dia para o outro. 

O e-commerce permite construir um fluxo previsível de receita, testar novos produtos com velocidade, personalizar a experiência e criar jornadas que acompanham a maturidade do negócio. É também o canal que forma o ativo mais importante da operação digital, que é a base de clientes. Com ela, a empresa consegue trabalhar recompra, estratégias de CRM e campanhas que crescem em eficiência com o tempo.

Os marketplaces operam em lógica oposta, eles são ecossistemas próprios, com regras, métricas e algoritmos definidos pela plataforma, e não pelo vendedor. O grande valor está no volume e na descoberta. Milhões de usuários já estão ali buscando soluções diariamente, o que reduz o esforço de aquisição e acelera o giro de produtos. Por outro lado, a competição acontece no mesmo corredor. 

Sendo assim, preço, reputação e prazo se tornam decisivos, porque o consumidor enxerga várias ofertas ao mesmo tempo. A margem tende a ser menor devido às tarifas, e o relacionamento com o cliente é limitado, já que a plataforma controla a comunicação. É um canal excelente para ampliar alcance, validar demanda, testar categorias e ganhar velocidade, mas não substitui o papel estratégico do e-commerce próprio.

A loja física opera em uma lógica completamente diferente, onde presença territorial, experiência sensorial e relacionamento pessoal são os principais motores de venda. A compra acontece em ambiente controlado fisicamente, com limites de horário, estoque local e dependência do fluxo da região. A força está no contato direto com o produto e no atendimento humano, que influencia de maneira significativa a taxa de conversão. 

Por outro lado, o crescimento é proporcional ao investimento em pontos de venda, reformas, equipes e estoques segmentados. As barreiras são mais altas, mas o impacto na percepção de marca tende a ser imediato e profundo.

Quando esses três formatos são analisados como partes de um mesmo sistema e não como alternativas isoladas, o negócio ganha clareza estratégica. O e-commerce consolida a marca e organiza a operação, enquanto os marketplaces aceleram o volume e ampliam a exposição, ao mesmo tempo em que a loja física fortalece autoridade e experiência. 

Cada um cumpre um papel específico, e o segredo está em usar o melhor de cada modelo em vez de tentar fazer todos funcionarem do mesmo jeito.

 O que você precisa definir antes de começar um e-commerce

Depois de entender o papel do e-commerce, dos marketplaces e da loja física dentro do mesmo ecossistema, o próximo passo não é escolher plataforma nem desenhar layout, mas sim estruturar o negócio. Um e-commerce saudável nasce de decisões estratégicas que vêm antes da parte técnica e quando essas definições estão claras, o resto do processo deixa de ser tentativa e erro e passa a ser execução.

É aqui que entram três pilares que organizam o caminho: quem você quer atender, em que contexto competitivo vai atuar e qual modelo de negócios sustenta essa operação no dia a dia.

 Nicho, público e proposta de valor

Nicho, público e proposta de valor são os mapas que orientam tudo o que vem depois. Eles definem desde o tipo de produto que você oferece até a forma como o site se apresenta e como as campanhas são construídas.

O nicho é o recorte do mercado em que você decide atuar, não é apenas o setor, como moda ou casa e decoração, mas o recorte específico dentro dele. Em vez de vender roupas em geral, você pode trabalhar com fitness feminino, moda plus size, peças básicas premium ou moda para gestantes. 

Ou em vez de vender itens para casa, pode focar em móveis compactos para apartamentos pequenos ou em decoração sustentável. Quanto mais claro o recorte, mais fácil se torna conversar com um público específico e construir autoridade.

O público é a tradução desse nicho em pessoas reais e não estamos falando apenas de faixa etária e região. Importa entender o contexto de vida, a forma como compram, o quanto valorizam conveniência, preço, qualidade, assistência, rapidez, marca ou exclusividade. 

Afinal, um mesmo produto pode ser comprado por motivos completamente diferentes. Quem compra móveis pode estar montando a primeira casa, reformando um escritório ou equipando um Airbnb. Cada cenário muda a linguagem, os argumentos e até a maneira de organizar categorias.

A proposta de valor é a síntese de tudo isso. Ela responde à pergunta que todo consumidor faz, ainda que em silêncio: por que eu compraria desta loja e não de qualquer outra? Essa resposta não precisa estar em uma frase de efeito. Ela aparece no tipo de produto que você escolhe vender, na forma como precifica, no prazo de entrega que promete, na maneira como fotografa, no atendimento que oferece. 

Uma proposta de valor forte evita que a marca caia na disputa puramente por preço e orienta decisões difíceis, como recusar categorias que não conversam com o posicionamento ou abandonar práticas que geram volume, mas não constroem longo prazo.

Quando nicho, público e proposta de valor estão alinhados, facilita tudo o que vem depois, da definição de mix de produtos até a priorização de canais de venda.

 Pesquisa de mercado e análise da concorrência

A partir do momento em que você sabe com quem quer falar e o que pretende entregar, entra a etapa de olhar para o lado. A pesquisa de mercado não é um ritual burocrático, mas sim uma forma mais eficiente de entender como o jogo está sendo jogado e onde ainda existe espaço para construir algo relevante.

Observar concorrentes diretos ajuda a identificar padrões de preço, estrutura de catálogo, tipos de campanha, políticas de frete, prazos de entrega e benefícios oferecidos. Concorrentes indiretos também dizem muito, são marcas que não vendem exatamente a mesma coisa, mas disputam a mesma atenção ou o mesmo orçamento. Uma loja de decoração, por exemplo, concorre com eletrônicos, serviços de reforma e até viagens, dependendo do momento de vida do cliente.

Essa análise permite enxergar o que já foi consolidado no mercado e o que ainda parece mal resolvido. Talvez todos vendam com prazos longos de entrega, com pouca transparência no acompanhamento de pedidos. Talvez haja uma saturação de opções na faixa de preço mais baixa, mas pouca oferta de produtos com maior qualidade e posicionamento. Talvez as descrições de produto sejam pobres, as fotos pouco realistas ou as políticas de troca confusas.

Esses pontos não aparecem para ser copiados, aparecem para orientar decisões. Entender o terreno ajuda a evitar duas armadilhas perigosas, como entrar em um segmento onde quase tudo já é comoditizado sem nenhum diferencial e investir recursos em algo que não atende a uma demanda concreta.

Uma boa leitura de mercado também mostra quais canais seus futuros concorrentes priorizam. Alguns constroem a marca a partir do Instagram, outros dependem fortemente de marketplaces, outros investem em tráfego orgânico e conteúdo de longo prazo. Esse panorama ajuda a planejar qual será a combinação de canais mais coerente com o seu objetivo e a sua capacidade de investimento.

 Modelo de negócios e mix de produtos

Com clareza sobre posicionamento e sobre o cenário competitivo, chega a hora de decidir como o negócio vai funcionar na prática. O modelo de negócios é o desenho que conecta fonte de receita, estrutura de custos, cadeia de fornecedores e nível de controle sobre estoque e margem.

Trabalhar com revenda significa comprar de fornecedores e revender com margem. Esse formato é mais rápido para começar, porém depende de negociação constante, sensibilidade de compra e controle rigoroso de estoque. A marca própria aumenta o potencial de diferenciação e de margem, mas exige investimento em desenvolvimento, produção e qualidade. O dropshipping reduz a necessidade de estoque físico, porém limita o controle sobre prazos, embalagem e experiência de entrega. Já a produção sob demanda diminui o risco de estoque parado, mas pode alongar prazos e exigir uma operação muito bem coordenada.

Muitas operações combinam modelos, podem ter uma linha autoral e complementar com produtos de revenda ou testar categorias em dropshipping antes de investir em estoque próprio. O importante é entender que cada escolha altera diretamente os bastidores da operação. Prazos de reposição, índice de ruptura, necessidade de capital de giro e exigência de controle logístico mudam conforme o modelo.

O mix de produtos é a expressão concreta desse modelo na vitrine, afinal, ele precisa fazer sentido para o cliente e para a operação ao mesmo tempo. Um mix muito amplo aumenta a complexidade de estoque, de cadastro, de compra e de atendimento. Um mix muito restrito pode limitar o ticket médio e a recorrência. Um bom ponto de partida é construir uma coleção enxuta, mas coerente, com produtos que se complementam, formam soluções completas e permitam testar a resposta do público antes de expandir.

Ao definir modelo de negócios e mix com esse nível de cuidado, você cria um e-commerce que nasce organizado, influenciando diretamente o tipo de plataforma que será mais adequada, o nível de integração necessário, o desenho da logística e a forma de gerenciar pedidos em múltiplos canais. É aqui que a conversa começa a se aproximar da Base, uma operação pensada com estratégia desde o início é justamente aquela que mais se beneficia de automação e integração assim que os primeiros sinais de escala aparecem.

 Como escolher a plataforma de e-commerce e estruturar a base técnica da sua operação

Depois de definir o que você vende, para quem vende e como o seu negócio funciona por dentro, chega o momento de escolher o ambiente onde tudo isso vai operar. Essa etapa costuma ser subestimada, mas ela determina a fluidez da rotina, a precisão do estoque, a qualidade da experiência, a estabilidade da loja e até a saúde financeira da operação. 

Quando a plataforma escolhida não conversa com o modelo de negócio ou com o nível de complexidade da operação, o resultado é sempre o mesmo: retrabalho, lentidão e gargalos que surgem exatamente no momento em que o negócio começa a ganhar tração.

Vale lembrar que a plataforma certa é aquela que acompanha o crescimento sem bloquear possibilidades, com facilidade de uso, estabilidade e recursos nativos continuam sendo critérios importantes, mas hoje o olhar precisa ir além. É preciso pensar em integração, escalabilidade e capacidade de entregar uma experiência fluida em qualquer situação.

O comportamento de compra ajuda a entender por que isso importa. O estudo “E-commerce Trends 2026”, realizado pela Opinion Box e Octadesk, mostra que 93% dos consumidores já abandonaram uma compra por causa do frete e 85% por causa do prazo de entrega

Esses números revelam algo importante: a fricção não precisa ser grande para matar a conversão. Quando a loja demora a carregar, falha ao aplicar cupom, não salva dados ou apresenta problemas na etapa de pagamento, o cliente sai antes mesmo de chegar à parte crítica da decisão.

É por isso que a plataforma deve funcionar como um sistema que sustenta, e não dificulta, o avanço da jornada.

Integrar meios de pagamento, conectar ERPs, ativar marketplaces, enviar pedidos para um hub e centralizar atendimento são rotinas que precisam acontecer de forma natural. Uma plataforma sem ecossistema de integrações força o lojista a improvisar, mas uma plataforma que integra bem reduz erros, agiliza processos e prepara o terreno para o crescimento.

 Domínio próprio, SSL e hospedagem

Antes mesmo de falar de conversão, é preciso falar de confiança. O consumidor brasileiro está mais exposto e, por isso, muito mais atento a riscos. De acordo com o Trends 2026, 93% das pessoas já deixaram de comprar por medo de golpe, e 64% evitaram expor dados pessoais por receio de fraude

Esses números explicam por que domínio próprio, SSL ativo e hospedagem segura fazem tanta diferença.

Esses três elementos formam o primeiro contato real entre a marca e o consumidor. Um domínio profissional transmite legitimidade. O SSL ativa automaticamente o cadeado de segurança no navegador. E uma hospedagem robusta evita quedas, instabilidade e lentidão, todos sinais que o consumidor interpreta como risco, mesmo que inconscientemente.

 Design, usabilidade e experiência mobile como ferramentas de conversão

A vitrine de um e-commerce é o conjunto de decisões que fazem o cliente navegar sem esforço. Categorias claras, filtros bem organizados, fotos realistas, descrições completas e um checkout objetivo constroem a sensação de fluidez que o consumidor espera.

E essa expectativa tem fundamento. O relatório mostra que 78% das compras online acontecem pelo celular. Isso significa que qualquer desalinhamento no mobile deixa de ser um detalhe e passa a ser um ponto crítico de perda. Botões pequenos, banners truncados, formulário longo ou checkout quebrado se tornam impeditivos reais.

Esse cenário se intensifica quando consideramos que 54% dos consumidores compram online à noite, quando não há atendimento humano para salvar a experiência em caso de dúvida ou erro

A loja precisa funcionar de ponta a ponta, sem depender de interação humana para resolver fricções básicas.

Outro dado que reforça a importância da experiência está na decisão final. 91% dos consumidores já desistiram de uma compra por causa de avaliações negativas

Avaliações refletem a experiência real, e por isso o consumidor confia nelas. Um site que transmite clareza, mostra provas sociais e entrega uma jornada intuitiva reduz inseguranças e aumenta a confiança no fechamento do pedido.

 Segurança de dados e conformidade com a LGPD

A segurança é uma extensão da experiência. Não basta proteger dados, é preciso comunicar essa proteção. Como 55% dos consumidores já foram vítimas de algum tipo de golpe, a sensibilidade ao risco é alta. Política de privacidade clara, selos de segurança e meios de pagamento reconhecidos reduzem a ansiedade e fortalecem a confiança.

Aqui, a LGPD passa a ser parte da estratégia de experiência do cliente. Transparência, clareza e consistência no tratamento dos dados criam o ambiente emocional necessário para que a compra aconteça. Em uma jornada que depende tanto da percepção de risco, isso se torna decisivo.

 Estrutura operacional: pagamentos, logística, atendimento e os bastidores que sustentam o e-commerce

Depois de preparar a plataforma e a base técnica, chega o momento em que o e-commerce deixa de ser um projeto e passa a funcionar na prática. É aqui que a operação mostra sua força. Pagamentos, logística e atendimento formam a espinha dorsal do negócio. Quando estão alinhados, ajudam a construir confiança, mas quando falham, ampliam ruídos que afetam diretamente a conversão e a reputação da marca.

 Meios de pagamento, aprovação de pedidos e políticas de cobrança

A etapa de pagamento precisa ser rápida, simples e segura. Em uma jornada online, qualquer barreira entre o cliente e o botão de finalizar a compra se transforma em desistência. O consumidor brasileiro está habituado a comprar digitalmente e valoriza a autonomia. Por isso, oferecer variedade não é um diferencial, é o mínimo necessário.

Pix, cartão de crédito, carteiras digitais e boleto atendem necessidades diferentes e ampliam a sensação de liberdade. Além disso, dados do E-commerce Trends mostram que 53% das compras online são pagas com cartão de crédito parcelado e 22% com Pix, Ignorar esses meios significa ignorar a forma como o consumidor realmente quer pagar.

A aprovação de pedidos também precisa funcionar com precisão. Processos antifraude mal calibrados bloqueiam compras legítimas e reduzem a conversão. O equilíbrio está em validar rapidamente o que não representa ameaça e comunicar com clareza quando uma verificação adicional é necessária. Deixar o cliente sem resposta cria insegurança desnecessária e afeta a relação no curto e no longo prazo.

 Logística, frete e políticas de entrega

A logística é o momento em que o e-commerce encontra a vida real. É quando a promessa feita na vitrine se transforma no produto que chega na porta do cliente. Uma operação logística eficiente não começa no envio, começa no estoque. Controlar entrada, saída e reposição evita rupturas e reduz atrasos. Embalagens adequadas garantem integridade e transportadoras confiáveis protegem sua reputação.

O desempenho dessa etapa influencia diretamente a decisão de compra. A pesquisa mostra que 85% dos consumidores já desistiram de uma compra por não se sentirem seguros com o prazo de entrega e que 38% abandonaram o carrinho ao ver uma transportadora que não transmitia confiança

Esses números reforçam que logística não é bastidor, mas sim compõe a experiência da marca e interfere na conversão tanto quanto o preço.

Políticas de entrega e devolução claras ajudam a reduzir incertezas. Quando o cliente sabe exatamente o que esperar, a sensação de controle aumenta. Transparência diminui o volume de chamados no atendimento e fortalece a credibilidade da loja.

 Atendimento ao cliente e pós-venda como diferencial competitivo

O atendimento representa a marca em sua forma mais humana. No digital, ele precisa compensar a ausência de contato presencial com precisão, empatia e agilidade. 

O E-commerce Trends mostra que 37% dos consumidores preferem tirar dúvidas pelo WhatsApp, que ultrapassou o chat online como canal primário de atendimento. Isso mostra uma mudança clara no comportamento: o consumidor não quer ir até o atendimento, quer que o atendimento esteja onde ele já está.

E a velocidade importa tanto quanto o canal. Segundo a pesquisa, 48% dos clientes esperam respostas imediatas, especialmente quando estão prestes a finalizar uma compra. Cada minuto de espera aumenta a chance de abandono.

No pós-venda, a experiência continua moldando a percepção do cliente. 72% dos consumidores afirmam que voltam a comprar em lojas onde foram bem atendidos, o que faz do atendimento uma das alavancas mais fortes de recorrência.

Ou seja, atendimento eficiente não resolve apenas problemas: ele encurta jornadas, elimina dúvidas frequentes, evita reclamações públicas e transforma uma operação funcional em uma operação inteligente.

 Como gerenciar seu e-commerce e aumentar as vendas?

Depois que a loja entra em operação e supera a fase inicial de ajustes, o crescimento passa a depender menos de intenção e mais de gestão. Aumentar as vendas, nesse estágio, está diretamente ligado à capacidade de organizar estoque, interpretar dados, manter relacionamento com o cliente e reduzir atritos operacionais. É esse conjunto que sustenta o avanço do negócio no médio e longo prazo.

A gestão eficiente transforma o e-commerce em uma operação previsível, capaz de crescer sem perder controle. E quanto mais clareza existe nos bastidores, mais espaço a loja ganha para investir em aquisição, novos canais e escala.

Para te ajudar, separamos algumas dicas de gerenciamento!

 Gestão de estoque

O estoque é um dos principais indicadores de maturidade do e-commerce. Quando está bem estruturado, ele orienta decisões. Quando está desorganizado, vira gargalo. A gestão começa com um inventário claro, que considere não apenas quantidade, mas características relevantes dos produtos, como variações, dimensões e giro.

Trabalhar com níveis mínimos e ideais de reposição ajuda a evitar rupturas e excessos. A classificação por curva ABC, por exemplo, permite priorizar produtos conforme a demanda real, direcionando atenção e investimento para o que realmente sustenta o faturamento. Com isso, o estoque deixa de ser apenas armazenamento e passa a ser uma ferramenta estratégica da operação.

 Acompanhamento de métricas e KPIs

Gerenciar um e-commerce exige leitura constante de dados. Métricas como taxa de conversão, ticket médio, ROI e comportamento de navegação ajudam a entender não apenas quanto a loja vende, mas como o cliente se comporta ao longo da jornada.

Ferramentas de análise permitem identificar gargalos, testar ajustes e acompanhar a evolução da performance ao longo do tempo. O valor dessas métricas está na comparação contínua. Quando os números começam a se estabilizar e mostrar padrões claros, a operação ganha previsibilidade e segurança para crescer.

 Estratégias de fidelização de clientes

A recompra é um dos pilares de sustentabilidade do e-commerce. Clientes que já compraram conhecem a marca, confiam na entrega e exigem menos esforço de conversão. Por isso, o relacionamento precisa ser construído de forma consistente desde o primeiro contato.

E-mail e WhatsApp funcionam como canais de relacionamento quando são usados com intenção. Eles informam, acompanham pedidos, resolvem dúvidas e mantêm a marca presente no dia a dia do cliente. Uma comunicação clara e acessível reduz atritos, aumenta satisfação e contribui diretamente para a tomada de decisão em compras futuras.

 Otimização e automação de processos

À medida que o volume cresce, tarefas manuais passam a consumir tempo que poderia ser dedicado à estratégia. A automação entra justamente para corrigir isso. Centralizar produtos, pedidos, envios e marketplaces em um único fluxo reduz retrabalho e melhora a eficiência operacional.

O painel da Base organiza essas etapas, conectando processos que normalmente ficariam espalhados em diferentes sistemas. Com isso, a operação ganha ritmo, previsibilidade e capacidade de absorver crescimento sem aumentar a complexidade do dia a dia.

 Diversificação de canais de vendas

Expandir para marketplaces como Mercado Livre, Amazon e Shopee é um passo natural para ampliar alcance e giro de produtos. No entanto, essa diversificação só funciona bem quando existe organização. Catálogo padronizado, preços consistentes e controle de estoque são fundamentais para evitar erros que se multiplicam com o volume.

A integração entre canais permite acompanhar pedidos em um único ambiente, manter informações sincronizadas e garantir que a operação funcione de forma unificada. Dessa forma, a loja cresce em visibilidade sem perder controle dos bastidores.

Ao centralizar canais, automatizar processos e organizar a gestão, a Base ajuda o e-commerce a evoluir com mais clareza e menos esforço operacional. O resultado é uma operação mais leve, preparada para vender mais sem depender de retrabalhos ou soluções improvisadas.

Quer dar o próximo passo com mais organização e controle? Conheça a Base e veja como centralizar canais, reduzir retrabalho e preparar seu e-commerce para crescer com consistência.

Quais fatores devo considerar ao criar um e-commerce?

É importante analisar concorrência, público-alvo, produtos a serem vendidos, logística, segurança de dados e políticas de troca e devolução.

Como posso aumentar as vendas do meu e-commerce?

Gerencie o estoque, acompanhe métricas e KPIs, e desenvolva estratégias para fidelizar os clientes, utilizando ferramentas que otimizam processos.

Quais são os desafios na criação de um e-commerce?

Desafios incluem a ampla concorrência no mercado, custos iniciais e a necessidade de se organizar para alcançar resultados esperados.

Como escolher um domínio para meu e-commerce?

Escolha um domínio curto, fácil de memorizar, sem números ou caracteres especiais, e que contenha palavras-chave relacionadas à sua loja.

Quais estratégias de marketing posso usar para meu e-commerce?

Construa presença online em redes sociais, utilize e-mail marketing para comunicação com clientes e considere desenvolver um blog para aumentar a visibilidade.

Sobre o autor
Jéssica Benetão
Atuo como Analista de Produto na Base Brasil, onde contribuo diretamente para o desenvolvimento de soluções que descomplicam o dia a dia de sellers que vendem em múltiplos canais. Minha atuação envolve apoiar a criação de novas funcionalidades e integrações, além de mapear e documentar com clareza todos os recursos disponíveis no painel da Base. Transformo insights em estratégias práticas que ajudam a aprimorar continuamente o produto. Entre minhas responsabilidades estão a coleta e interpretação de dados relevantes para identificar oportunidades de melhoria, a condução de pesquisas que revelam as reais necessidades dos usuários e o acompanhamento de iniciativas que mantêm o desenvolvimento do produto alinhado aos objetivos do negócio. Na Base, meu foco é garantir que cada funcionalidade seja pensada com propósito, otimizada para o mercado e capaz de gerar impacto real na operação dos nossos clientes.

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