Criar o nome de um produto no e-commerce parece uma tarefa simples até o catálogo crescer, os canais se multiplicarem e as vendas começarem a depender cada vez mais de busca, comparação e padronização.
O nome do produto é o primeiro ponto de contato entre o cliente e a sua oferta, influencia diretamente o clique nos resultados de busca, afeta a taxa de conversão e impacta até processos internos, como separação, expedição e análise de vendas.
Neste guia, você vai entender por que o nome do produto é uma peça estratégica no e-commerce, como estruturar títulos que fazem sentido para o cliente e para os buscadores e como a padronização do catálogo se torna essencial para quem vende em múltiplos canais.
Vamos juntos?
Por que o nome do produto é tão importante para as vendas?
No ambiente online, o nome do produto disputa espaço em uma lista cheia de opções parecidas, preços próximos e fotos quase iguais.
Na prática, o cliente não está “avaliando sua marca” apenas por conta do nome do produto. Ele está escaneando rapidamente resultados e tentando responder três perguntas em poucos segundos:
- Isso é o que eu estou procurando?
- É compatível comigo?
- Vale clicar agora?
E, claro, o nome do produto que ajuda nessa triagem inicial. Por isso, é preciso deixar claro, de imediato:
- qual é o produto, sem ambiguidades
- para quem ele serve, quando aplicável
- o que o diferencia minimamente dos demais resultados
Quando o título é genérico, o produto até aparece na busca, mas se perde no meio da concorrência. Já quando é técnico demais, exige esforço cognitivo e o clique vai para quem explica melhor, não para quem sabe mais.
Por isso, bons nomes de produto não são criativos nem descritivos em excesso, mas usam a mesma linguagem que o cliente já está usando para procurar, organizam a informação por relevância e facilitam a decisão de clique sem exigir que o consumidor “pense demais”.
Como elaborar um nome de produto para o e-commerce
Como citamos anteriormente, essa é uma tarefa que vai além da criatividade: bons nomes seguem uma lógica clara e estrutura simples ajuda tanto o cliente quanto os buscadores a entenderem rapidamente o que está sendo oferecido.
Uma boa “receita de bolo” é:
[Tipo de produto] + [Marca] + [Modelo] + [Característica principal]
Essa estrutura organiza a informação por relevância, colocando primeiro o que o cliente mais procura.
Para te ajudar, temos alguns “antes x depois” seguindo a estrutura
- Tênis Confortável (termo muito amplo) ➡ Tênis esportivo Nike Revolution Masculino Preto
- Mouse ➡ Mouse sem fio Logitech M170
- Bota Feminina ➡ Bota Feminina cano curto couro preta
Perceba que o segundo formato não é mais longo por acaso, a especificação procura entregar exatamente as informações que ajudam o cliente a decidir se aquele produto é o que ele procura.
O que evitar na escolha do nome do produto para e-commerce
Assim como bons nomes seguem uma estrutura lógica, nomes ruins costumam repetir os mesmos erros. Como mostramos anteriormente, o que prejudica a conversão não é a falta de informação, mas a forma como ela é organizada no título.
Excesso de informação no lugar errado
Primeiro de tudo, não é preciso resolver todas as dúvidas do cliente apenas no nome do produto.
Dessa forma, as especificações técnicas, benefícios, condições comerciais e detalhes que deveriam estar na descrição acabam sendo empilhados no título.
Como por exemplo:
- Mouse sem fio conexão wireless 802.11n alta performance com design moderno
O correto, neste caso, seria:
- Mouse sem fio Logitech M170
Perceba que a mudança apenas prioriza o que ajuda o cliente a reconhecer o produto rapidamente, deixando os detalhes para a descrição.
Termos técnicos que o cliente não busca
Outro erro recorrente é usar linguagem interna ou técnica demais, que faz sentido para quem vende, mas não para quem compra.
Por exemplo:
- Camiseta Dry Fit Poliéster 180g Fio 30
O cliente não está buscando “fio 30” ou “180g”. Ele está buscando uma camiseta com determinado uso, estilo ou material.
Lembre-se: o título precisa refletir a lógica de busca do consumidor, não a do fornecedor.
Neste caso, um bom ajuste seria:
- Camiseta Dry Fit Masculina Preta
Palavras genéricas que não ajudam na decisão
Termos como “promoção”, “oferta”, “imperdível” ou “lançamento” são comuns, mas pouco úteis no nome do produto. Eles não diferenciam a oferta e não ajudam o cliente a entender o que está sendo vendido.
Além disso, essas informações mudam com o tempo e quando ficam no título, geram retrabalho e inconsistência no catálogo.
O nome do produto deve ser estável e as condições comerciais ficam melhor resolvidas em banners ou descrições.
Como o nome do produto ajuda seu e-commerce com SEO?
Quando alguém pesquisa um produto no Google ou dentro de um marketplace, o nome do produto é um dos primeiros sinais usados para decidir quais páginas fazem sentido aparecer e em que posição.
Na prática, o nome do produto funciona como um resumo do que aquela página entrega. Dentro de uma estratégia de seo para e-commerce, ele ajuda os mecanismos de busca a entender se o seu produto realmente corresponde à intenção de quem está pesquisando.
Quando o título do produto:
- usa termos que o cliente realmente digita na busca
- deixa claro, logo de início, qual é o produto
- organiza a informação sem excesso de palavras
As chances de aparecer nos resultados aumentam. E mais do que aparecer, aumentam as chances de receber o clique certo, daquele usuário que já está procurando exatamente o que você vende.
E trabalhar seo para e-commerce não significa “encher o nome do produto de palavras-chave”, na verdade, títulos longos demais, confusos ou artificiais dificultam a leitura, reduzem o clique e fazem o usuário escolher outro resultado, mesmo que o produto seja bom.
Um nome bem estruturado ajuda o buscador a entender a página e ajuda o cliente a decidir rápido se vale a pena clicar.
Por que padronizar nomes de produtos evita problemas na operação
Enquanto o catálogo é pequeno, diferenças de nomenclatura passam despercebidas. Um produto com dois nomes parecidos não chama atenção e o time “se vira”. O problema aparece quando o volume cresce, os canais se multiplicam e a operação deixa de ser simples.
Sem padronização, o mesmo produto pode aparecer com nomes diferentes no site, no marketplace e no sistema interno. Isso não afeta apenas a experiência do cliente, mas cria ruído dentro da própria operação.
Neste sentido, a falta de padrão gera consequências como:
- dificuldade para analisar vendas e desempenho por produto
- relatórios imprecisos ou duplicados
- risco maior de erro na separação e expedição
- retrabalho constante para corrigir cadastros
Com o tempo, o catálogo deixa de ser uma base confiável e passa a exigir ajustes manuais frequentes, justamente quando a operação mais precisa de agilidade.
Padronizar nomes de produtos não é uma decisão estética nem uma preocupação apenas com SEO. É uma forma de garantir que todos os canais “falem a mesma língua”, que os dados façam sentido e que a operação consiga crescer sem virar um quebra-cabeça difícil de manter.
Como a Base ajuda a organizar e padronizar nomes de produtos no e-commerce
É comum que, ao longo do tempo, o mesmo produto receba variações de nome no site próprio, na Shopee, na Amazon ou em outros marketplaces. Pequenos ajustes manuais, adaptações por canal ou decisões pontuais acabam fragmentando o catálogo. O resultado aparece rápido: dificuldade para analisar resultados, confusão interna e perda de consistência na comunicação da marca.
A Base resolve esse problema ao centralizar a gestão do catálogo em um único lugar. O nome do produto é definido de forma estratégica uma vez e replicado automaticamente para todos os canais conectados, mantendo o mesmo padrão em cada ambiente de venda.
Isso garante que o e-commerce opere com:
- nomes consistentes entre site próprio e marketplaces
- identidade de marca preservada em todos os pontos de contato
- menos ajustes manuais e menos risco de erro
- um catálogo organizado, mesmo com muitos SKUs e canais
Quando a padronização faz parte da estrutura, ela deixa de consumir tempo do time e passa a trabalhar a favor do crescimento. Se hoje a gestão do catálogo multicanal gera retrabalho ou falta de controle, converse com um especialista da Base e dê o primeiro passo para organizar os produtos e escalar a operação com mais consistência.


